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Julho - Setembro - 2019

Publicamos mais uma edição da Revista Brasileira de Educação Básica, nesse mês, precisamente no dia 14 de outubro, a RBEB completa três anos. Ao longo desse período foram 14 números publicados, diversos professores, pesquisadores, estudantes de licenciaturas compartilharam suas experiências e reflexões nos cerca de 200 artigos, relatos de experiência, textos de opinião.

Nesse novo número a RBEB estreia duas Seções Especiais: Educação no Campo e Educar o Olhar. As seções criadas e gestadas na revista Presença Pedagógica agora fazem parte da Revista Brasileira de Educação Básica onde serão coordenadas por editores responsáveis pela busca e seleção de textos objetivando estabelecer um conjunto de experiências e reflexões sobre a relação entre Cinema e educação e Educação no campo.

O texto de estreia da Seção Especial Educação no Campo “Caminhos da educação do campo: um olhar a partir da Revista Presença Pedagógica – 2009 a 2018” de Leonardo Siqueira de Miranda, Luiz Paulo Ribeiro e Maria Isabel Antunes Rocha faz um apanhado do percurso da seção na revista Presença Pedagógica e das novas possibilidades na RBEB. Já o texto de estreia da Seção Especial Educar o Olhar, apresenta o artigo “Da iniciação à docência à iniciação ao cinema no PIBID – pedagogia: aprendizagem da atenção e repertório fílmico” da Fernanda Omelczuk, professora da UFSJ que apresenta dois eixos de ação para se pensar a importância das experiências de cinema junto a crianças dos primeiros anos do ensino fundamental. Além das duas novas Seções Especiais, a já veterana Vocabulário da Educação apresenta o verbete “Superdesignação” de Professores, elaborado pela Marina Alves Amorim e Ana Paula Salej.

A revista apresenta no artigo “Educação Integral: uma análise dos programas Mais educação e Novo mais educação no município de Bela Vista de Goiás” das professoras Deuzeni Gomes da Silva e Sônia Santana da Costa da Universidade Federal de Goiás uma análise sobre como a proposta de educação integral vem se materializando na unidade escolar e como os profissionais envolvidos a compreendem em sua prática pedagógica.

No artigo “IPPOG- Masterclasses em escola pública estadual do Rio de Janeiro: a percepção dos alunos participantes” da doutoranda Adriana Oliveira Bernardes (UFRJ) e da professora Márcia Begalli (UERJ) se propõe a analisar as percepções de alunos participantes do evento IPPOG-Masterclasses, realizado em colégio público estadual do Rio de janeiro. A proposta do evento foi colaborar na discussão da Física Moderna e Contemporânea no Ensino Médio, trabalhando questões atuais de Física de Partículas, podendo propiciar debates importantes para o entendimento da estrutura do átomo.

Já no artigo “Os sentidos e os significados da docência na visão de alunos em formação docente em EAD” de Simone Guimarães Custódio e da professora Márcia M. D. Reis Pacheco da Universidade de Taubaté, apresenta a pesquisa que investigou os sentidos e significados da docência que os alunos de EAD de uma universidade do Vale do Paraíba Paulista estabelecem a respeito das perspectivas e crenças que o indivíduo tem a respeito da prática docente.

O professor da Escola Municipal Zeny G. Vellame localizada na cidade de Santo Estêvão (BA) Natalício de Souza Teles em seu artigo A mediação da aprendizagem segundo Reuven Feuerstein analisa, a partir da Experiência de Aprendizagem Mediada (EAM), uma prática pedagógica de um professor com um aluno em EAM. No artigo Natalício Vellame estabelece uma comparação entre a proposta de mediação formulada pelo autor e as dificuldades enfrentadas pela escola para executá-la.

Clécio Dias-da-Silva, Carmem Fernandes, Daniele dos Santos e Lúcia de Almeida são autores do texto “Análise das concepções dos estudantes do ensino fundamental sobre as bactérias e suas relações com a saúde humana”, onde analisam as concepções alternativas dos estudantes da educação básica a respeito das bactérias e sua relação com a saúde humana. A pesquisa foi desenvolvida com 30 alunos do 7º ano do ensino Fundamental II de uma instituição de ensino privada de Natal, Rio Grande do Norte.

“Imagens deformadas em livros didáticos de Biologia” é o artigo da Isabela de Oliveira Nogueira, bióloga Licenciada pela UNIFEI e da editora Luiza Gabriela de Oliveira, mestra em Ensino de Ciências pela UFOP. No artigo as autoras apresentam a pesquisa que buscou analisar se e como as imagens deformadas dos trabalhos científicos, em especial a individualista e elitista, são apresentadas nos livros didáticos utilizados no primeiro ano do Ensino Médio das escolas estaduais de Itajubá, Minas Gerais.

Vanessa Luciano Brito da Universidade do Estado da Bahia e Marize Damiana Batista professora de Geografia na Universidade do Estado da Bahia são autoras do artigo “Ensino de Geografia na EJA: algumas reflexões a partir do estágio supervisionado”. O artigo é fruto de experiência desenvolvida no componente curricular Estágio Supervisionado em Geografia IV, do curso de Licenciatura em Geografia, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), onde as autoras buscaram identificar relações entre a Geografia a ser ensinada na escola e a Educação de Jovens e Adultos como dimensões que articulam o processo educativo, no intuito de favorecer o trabalho docente.

Além da estreia das Seções Especiais e dos artigos encaminhados para a RBEB a edição também conta com o vídeo “vamos conversar sobre a escola?”. No vídeo dirigido por Thiago Rosado, do Núcleo de vídeos do projeto e a equipe doPensar a Educação, Pensar o Brasil foram as ruas para conversar sobre a importância da escola. O vídeo é um esforço de aproximação com os sentidos que a sociedade estabelece com os temas mais importantes que atravessam a área. Além do vídeo Thiago Rosado e Lyndon Matos, estagiário da revista, produziram um texto de opinião onde estabelecem relação entre experiências e sentidos após a gravação do vídeo da edição.

Por fim a edição de número 14 entrevistou Gabriel Gonçalves Oliveira e Lérica Maria Mendes Veloso, autores do texto mais acessado da RBEB “Principais desafios na inclusão dos alunos com deficiência no sistema educacional”. Na entrevista conversamos sobre Educação especial e inclusiva e sobre a relação dos autores com o tema.

Boa leitura a todos e até a próxima edição.

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