As aventuras de Ngunga – literatura pedagógica infantojuvenil de Pepetela

Out-Dez-2019
Marcelino Mendes Curimenha

Marcelino Mendes Curimenha

Doutorando em Educação pela UNICAMP, Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação e Diferenciações Socioculturais (GEPEDISC). Linha de Pesquisa: Trabalho e Educação. Mestre em Educação pela UFRGS. Licenciado em Filosofia e Graduado em Gestão Financeira pela ULBRA.

E-mail: curimenha@hotmail.com

INTRODUÇÃO 

Este estudo se justifica pelo seu valor pedagógico que marcou uma geração inteira de angolanos que almejavam a libertação nacional contra o regime colonial entre as décadas de 1950 e 1970. O anseio pela independência não deveria ser provocado apenas pela luta armada, mas pelas letras e pelo conhecimento. Para isso, era necessário a alfabetização das massas de angolanos negros que estavam banidos do acesso à escola. A história da educação angolana é lapidada pela tinta de sangue que aconteceu por meio de exclusão social. Um país[1] rico em recursos como petróleo, diamantes e outros recursos naturais, que teve suas terras invadidas por um povo estranho aos nativos. Depois, esses estranhos foram reconhecidos como colonos, portadores de uma missão divina (católica), cujo foco consistia na ‘civilização’ do povo ‘bárbaro’ de Angola. No entanto, para a efetivação desse empreendimento de elevar os espíritos e reconstruir a mentalidade selvagem dos bárbaros, barbáries foram cometidas em nome desse projeto de ‘salvação’.

Nesse contexto, o livro “As Aventuras de Ngunga” surge como relato das consequências dessas barbáries e serve, pois, como um texto que demonstra o ponto fulcral de efervescência da luta pela independência nacional.

Assim, o objetivo deste estudo é compreender como se configurou esse processo de escrita desses relatos, de quais recursos o escritor se apropriou para construir um sujeito chamado Ngunga, de que modo foi mobilizada toda a sociedade para, coletivamente, empreender a luta pela liberdade e por direitos igualitários, que saberes emergem dessa obra e que função ou relevância esse escrita teve no processo de alfabetização e formação da consciência política angolana.

A PRIMEIRA FILHA DE PEPETELA

As Aventuras de Ngunga marca a trajetória da produção literária do escritor angolano, Artur Pestana, mais conhecido pelo seu pseudónimo “Pepetela”. Pode ser considerada como a primeira gestação literária que marca a carreira bem-sucedida desse literato. Essa sua primeira obra literária, escrita em 1972, é a consequência da sua militância política preconizada como combatente do Movimento Popular de Libertação Nacional (MPLA). O autor, naquela época, exercia um papel crucial no setor da educação, tornando-se, mais tarde, após a independência nacional, vice-ministro da Educação, cargo que exerceu entre os anos de 1975 e 1982. O seu  personagem Ngunga pode ser considerado uns dos primeiros utopistas angolanos, do ponto de vista político, a surgir como personagem heroico na literatura infantojuvenil.

As Aventuras de Ngunga foi um livro produzido em um contexto único, marcado pela ebulição histórica, entre as décadas de 1950 e 1970, dos movimentos de libertação nacional nos países africanos, antigas colônias europeias e, especificamente, em Angola. Todos os movimentos nas colônias se ergueram em prol da independência dos territórios africanos. Esse livro foi escrito como tentativa de provocar, na mentalidade dos jovens e adolescentes, a sensação dos lugares de pertencimentos coletivos, a localização e definição do inimigo comum, o estabelecimento discursivo de identidade, a valorização da noção de angolanidade e a inauguração da conquista pela liberdade. Além disso, o conto também tem uma “função didática e foi usado na educação das crianças não apenas durante a guerrilha, como também depois da independência de Angola” (AQUINO; LOPES, 2013, p. 1).

RELAÇÃO PEDAGÓGICA

Essa obra reunia recursos pedagógicos, e foi considerada como um manifesto contra o colonialismo. Ela pode ser vista como uma das primeiras teses ou razões que apontam as incongruências das práticas coloniais e, por conseguinte, das razões que devem motivar e mobilizar a sociedade angolana em prol da liberdade. No pensamento de Lauriti (2009, p. 211), a “leitura atenta da obra evidencia ao leitor que o seu projeto inicialmente ideológico-pragmático se desdobrou em um projeto estético capaz de dar voz aos angolanos – herdeiros do silêncio, e mostrar que Ngunga sobrevive em todos aqueles que recusam a injustiça e a opressão”. Além de ser um manifesto de combate autorizado, legitimava também as razões ideológicas do MPLA. A princípio, o livro era para ser apenas um conjunto de textos didáticos, que acabou virando romance (PEPETELA, online, s.d.), no entanto, não deixou de precisar-se na sua função pedagógica e no apelo às massas contra o inimigo europeu.  Segundo Conte (2010), a escrita dessa obra tinha seu valor instrumental como ferramenta de alfabetização que contribuiria na eficiente leitura das necessidades peremptórias que Angola vivia:

A ideia primeira da publicação do texto de Pepetela era a de auxiliar na alfabetização dos pioneiros do MPLA; o alto índice de analfabetismo e a dificuldade na comunicação entre os pares da resistência ao colonialismo português faziam com que emergisse uma dificuldade que antes não era tão perceptível como se configurava naquele momento da História: a palavra escrita tomava uma importância antes não tida. Numa sociedade tradicional, que durante séculos perpetuou o canto poético de sua cultura, explicando a gênese da vida e da morte, conquistando territórios e afastando os kazumbis, sempre pautada sobre a oralidade ordenadora do coletivo, para essa organização social, a importância em que se alicerçava o verbo posto no branco do papel soava estranho e paradoxal (CONTE, 2010, apud SCHMITT, 2015, p. 8).

Caracterizado como guerrilheiro e nacionalista, o personagem Ngunga se levanta contra o regime colonial. Sua finalidade máxima era de construir no imaginário político angolano um convite para essa jornada sem volta, numa aventura ao deserto de concreto instalado pelas cortinas de ferro do jugo colonial. Além disso, Ngunga reunia as qualidades típicas de todos os heróis inventados pelos aparelhos ideológicos dos Estados políticos e, com isso, buscava exercer seu papel como sujeito insurgente contrariando os discursos que normatizavam e delimitavam as ações dos angolanos autóctones, notadamente em suas gestões culturais e seus posicionamentos políticos. Logo, “As Aventuras de Ngunga” torna-se uma crítica ao individualismo, além de ser uma convocação, enquanto sujeito ambulante que percorria as terras, Sanzalas,[2] matos e florestas, para o coletivismo. Por consequência, objetiva também demonstrar que os propósitos e funções dessa missão a ser cumprida deveriam estar centrados em sujeitos que são constituídos por meio de discursos nacionalistas, tipicamente africano, prezados pela liberdade e democracia.

Portanto, a história desenvolvida nesse cenário representava a constituição de um sujeito irrequieto contra a desigualdade social e que se levanta na condição de oprimido, posicionando-se, militantemente, perante a opressão operada pelo regime português. A intencionalidade dessa obra literária era construir um herói infantil que serviria como pontapé inicial para a conscientização social e provocação cognitiva, no intuito de desconstruir o obscurantismo intelectual dos angolanos negros, indígenas, desassimilados e dos mais desavisados. A própria estética que emana na literatura serve também para facilitar ao leitor. Numa entrevista que Pepetela concedeu a Serrano (1999), o escritor demonstra o estilo linguístico de que ele se valeu, mostrando que, nesse trabalho, a

[l]inguagem já é muito mais cuidada para ser entendida por crianças. Os temas tratados mais resumidamente. Mais ou menos todos os capítulos ficaram com o mesmo tamanho, até. Havia uma preocupação didática, podiam ser distribuídos. Aí sim já havia outro objetivo. Aí foi escolhida a ficção por ter maior impacto, as idéias passavam, as crianças e os guerrilheiros também podiam ler, intessar-se-iam porque era uma obra de ficção, complementava, digamos, o texto político que estavam acostumados a ler (SERRANO, 1999, apud SCHMITT, 2015, p. 9).

Vale salientar que Ngunga não era um menino acadêmico, ele se torna acadêmico aos poucos. A importância do estudo surge em uma situação inusitada. Preso numa cadeia com seu mestre União, depois de um confronto armado contra os soldados portugueses, Ngunga reconhece o valor dos estudos:

Se soubesse escrever… Sim, se soubesse escrever, podia meter um bilhetinho na cela de União e combinarem juntos a fuga. Mas pouco se interessara por aprender, só gostava mesmo de passear. Pela primeira vez, Ngunga deu razão ao professor que lhe dizia que um homem só pode ser livre se deixar de ser ignorante (PEPETELA, 2002, p. 38).

Antes disso, Ngunga era apenas um combatente que pensava convocar a todos, desde a tenra idade, para estarem na linha de frente, com objetivo único: a destruição de tudo que é, se diz, se faz colonial e, aos poucos, vai percebendo que é necessário a formação intelectual. Outra coisa perceptível é que os colonos não se configuram como personagens ativos na literatura. O romance preocupa-se em convocar a sociedade angolana a se movimentar para a libertação nacional. Aquilo e Lopes (2012) pontuam essa assertiva ao argumentarem que:

A redução dos portugueses a meros figurantes deixa transparecer o posicionamento da proposta do autor em relação ao movimento pela libertação de Angola: os colonos não têm significação frente aos nativos da região, eles são estranhos e, como tal, devem ser expulsos. Os que outrora foram calados pela mordaça da colonização e da força nessa ficção surgem como protagonistas da rebelião pela independência (AQUILO; LOPES, 2013, p. 2).

O protagonismo dos personagens angolanos pode ser compreendido como a representação de sujeitos capazes de construírem suas próprias histórias, como pessoas que não eram passivas e que sempre buscaram formas de se mobilizarem.

IDENTIDADE CULTURAL

Faço aqui uma pausa para uma longa digressão com quatro parágrafos, dizendo o seguinte: o escritor Pepetela é descendente de família portuguesa, branco e, como todos naquela época, privilegiado pela “sorte natural de tão bem-aventurança” no período colonial. Ser branco ou mulato[3] em Angola era conquistar por nascença uma vida principesca, ter entrado automaticamente na grande família real espalhada nas colônias de todos os territórios africanos, reinando naquela terra alheia com abastardas oportunidades, direitos descomunais e, como diz o adágio popular: “com queijo e a faca na mão”. No entanto, usando mais a faca ao seu bel-prazer contra os nativos e conservando o queijo para si.

Todavia, Pepetela demonstra em sua escrita uma identidade marcadamente nacionalista, vividamente africana, realçada em seu texto a cultura que reúne características tipicamente de angolanidade. Obras como a Geração da Utopia, Mayombe, Predadores, entre outros, são amostras irrefutáveis que colocam o autor como um sujeito além das fronteiras limítrofes. É plausível que este parágrafo não pode ser compreendido como um breve tratado sobre a defesa identitária de Pepetela ou da sua pureza angolana, longe disso. Mas é uma tentativa de apontar que a noção de identidade ou representatividade cultural vai além da tonalidade da pele (embora a cor tenha seu valor simbólico e um recurso importante. Quando colocado em lugares proibidos, aí tem a função de desnaturalizar os espaços onde apenas certa raça (branca) detém o poder). No entanto, seria interessante ver a identidade cultural como um modo de vida. Uma forma de respirar uma cultura encontrada. De escolher mergulhar-se em uma determinada cultura distante ou própria. De sentir o ritmo e bailar nesse musicado de ser, dizer e pensar por meio das experiências não naturalizadas – nada é natural, tudo é normatizado. Uma forma de adotar-se e ser adotado por ela, por essa cultura que te aceita e que, ao mesmo tempo, o sujeito se aceitasse sendo (re)definido. Um modo de livremente se refazer como sujeito, um modo de cuidado de si e ser cuidado por essa cultura.

Compreendo os pensamentos de Pepetela, produzidos na sua vasta obra literária, a partir de perspectiva. Sem as máscaras do colono, Pepetela preferiu vestir a pele negra (trocadilho com Frantz Fanon, autor do livro “Pele Negra, Máscaras Brancas”). Em vista disso, seria possível me tornar um gaúcho, negro e africano, como meus próprios dialetos nos três anos que residi em Porto Alegre enquanto cursava o mestrado em Educação. No entanto, ser gaúcho não é só vestir as indumentárias, ter o hábito de tomar chimarrão, desfrutar da gastronomia riograndense, aprender a usar as técnicas de fazer o bom churrasco, degustar do carreteiro, adquirir o gosto pelos cavalos, a ter o trato com o gado, aprender a amar a terra, sentir o cheiro do seu chão, do seu rico cultivo, partidarizar-se entre um GRENAL[4] e ouvir as músicas campeiras. Entretanto, faltaria mais, nas terras dos pampas gaúchos, para se tornar um gaiteiro gaúcho para quem é estrangeiro.

Em suma, fecho este ciclo de argumentos sobre identidade cultural convocando Stuart Hall que aponta que vivemos em um mundo onde as fronteiras estão sendo “dissolvidas e de continuidades rompidas, as velhas certezas e hierarquias da identidade… têm sido postas em questão” (HALL, 1992, p. 84). O sociólogo jamaicano, um dos preconizadores da teoria cultural, tem uma definição que descentraliza a noção de raça. Hall (1992), ao defini-la, salienta, ao mesmo tempo, a sua fragilidade. Segundo o autor, raça não é

[u]ma categoria biológica ou genética que tenha qualquer validade cientifica […] a raça é uma categoria discursiva e não uma categoria biológica. Isto é, ela é uma categoria organizada daquelas formas de falar, daqueles sistemas de representação e práticas sociais (discursos) que utilizam um conjunto frouxo, frequentemente pouco especifico, de diferença em termos de características físicas, cor da pele, texturas de cabelo… como marcas simbólicas, a fim de diferenciar socialmente um grupo do outro (HALL, 1992, p. 63).

Não obstante, para algumas sociedades, raça e cultura são vistas ainda a partir de discursos construídos historicamente por meio de laços sanguíneos. Como se o sangue fosse algo singular, conservado e distribuído por uma descendência familiar especifica e que a partir desta corrente fluísse certo valor biológico ou geneticamente diferenciado dos demais. Para a sedimentação dessa categoria de raça e cultura é necessário acreditar em sangues familiares, regionais, nacionais ou europeus. O sujeito constituído na base desses discursos pensa que correm em suas veias sangue de italiano, alemão, angolano, argentino ou brasileiro. Foi no século 20, a partir de 1900, que o cientista austríaco Karl Landsteiner descobriu os fenótipos sanguíneos que se resumem atualmente[5] em oitos grupos, sem discriminar cores ou raça.

Termino aqui essa digressão sobre cultura concluindo que o diagnóstico desses distúrbios discursivos se fundamenta pelo preconceito, e não se apoiam em dados científicos. Logo, o que se propõe é a emergência de uma cultura sem fronteira, artesanal ou acústica. Talvez, seria desse jeito que um “Ngunga da teoria crítica” pensaria.

Os trilhos da aventura

Dito isso, retomo na obra primária de Pepetela, dizendo o seguinte: o questionamento do personagem Luta, ao choro do menino Ngunga, inaugura a narrativa do texto, além de emblemática e significativa, prepara o leitor para compreender melhor a situação trágica vivida pelo menino que se prepara para tornar-se herói. O contato do menino Ngunga com os colonialistas não poderia ser mais marcante, desconfortante, trágico e memorável do que o assassinato dos seus pais e a destruição de suas terras. Esse episódio, além de dar o combustível necessário para o começo das aventuras, serviu para catalisar e criar o sentido dessa empreitada, organizar o enredo, produzir um herói marcado por cicatrizes, essas que a população negra angolana conhecia muito bem, poderia se identificar, mas sem representatividade. Ngunga não seria um herói solitário. Seu foco central era que o “espirito do ngungalismo” se inscrevesse nas práticas discursivas e constituísse sujeitos capazes de defender os seus direitos contra qualquer tipo de regime autoritário. Conforme a história, Ngunga era:

Um órfão de treze anos. Os pais foram surpreendidos pelo inimigo, um dia, nas lavras. Os colonialistas abriram fogo. O pai, que era já velho, foi morto imediatamente. A mãe tentou fugir, mas uma bala atravessou-lhe o peito. Só ficou Mussango, que foi apanhada e levada para o posto. Passaram quatro anos, depois desse triste dia. Mas Ngunga ainda se lembra dos pais e da pequena Mussango, sua irmã, com quem brincava todo o tempo (PEPETELA, 2002, p. 4).

Essa tragédia, escrita em detalhes mas de modo sucinto, revela a frieza e a barbaridade das ações colônias. Por outro lado, também destaca as vítimas como sujeitos indefesos. O confronto não era justo: um velho, uma mulher e duas crianças contra soldados fortemente armados. A menção do lugar do episódio: em plena lavra (horta), durante o trabalho. Não se tratava de um trabalho escravo, mas do trabalho livre, autônomo e sem o jugo do colono, um trabalho para si, e não para o outro – o padrão, o colono, o explorador e expropriador. Um trabalho que sustentaria a sua pequena família, e não como sustento do império colonial. Daí em diante, Pepetela coloca em ação a jornada de Ngunga. Esse empreendimento é apresentado por Lauriti (2009) da seguinte maneira:

O fio condutor que alinhava a tessitura da narrativa é o rito de passagem por que passa o pequeno protagonista – Ngunga – por meio das viagens que faz pelos bastidores da luta armada em Angola, lócus privilegiado para a metaforização das experiências de aprendizagem da identidade nacional angolana, da qual ele vai se tornar o modelo. É a história de Ngunga que reinventa a História de Angola. Por essa razão metaforiza-se uma saga de amadurecimento do protagonista que sonha tornar-se guerrilheiro, mas desencanta-se com a realidade que vai conhecendo gradativamente. Pode-se dizer que Ngunga não é, ele apresenta-se como um vir a ser, um devir-criança que constrói seu itinerário no mundo pelas suas escolhas e ações (LAURITI, 2009, p. 212).

EMFIM…

Este estudo pode ser utilizado para servir como pequena amostragem dos assuntos mais caros que marcaram os primeiros acontecimentos do surgimento da nação angolana. Além do seu caráter introdutório para o leitor da lusofonia ganhar o gosto pela leitura africana. A obra As Aventuras de Ngunga pode ser lida em consonância com outros trabalhos desenvolvidos por Pepetela, como Mayombe, A Geração da Utopia e Predadores. Essas quatros obras atravessam os principais divisores de água da historicidade angolana, delimitada pelo período colonial, de independência e do surgimento da paz nacional. Em cada temporada, Pepetela faz um diagnóstico do estado angolano. Conhecer Angola por meio da leitura é um exercício agradável que provoca um aprendizado marcante e transbordante de excelentes experiências.

 

 

 

REFERÊNCIAS

AQUINO, Denise de Paula Veras; LOPES, Sebastião Alves Teixeira. Tradição e Identidade nas Aventuras de Ngunga. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE LETRAS E LINGUÍSTICA, 4º, 2013, Uberlândia, MG. Anais […]. Uberlândia: EDUFU, 2013. v. 3, n. 1.

CONTE, Daniel. O Menino e o Silêncio. Organon, Porto Alegre, nº 47, p. 177-205, jul. / dez., 2010.

DEXTRO, Rafael Barty. Tipos Sanguíneos. InfoEscola. [online], 2019. Disponível em: https://www.infoescola.com/biologia/tipos-sanguineos/. Acesso em: 15 jul. 2019.

HALL, Stuart. A Identidade Cultural da Pós-Modernidade. 10. ed. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 1992.

LAURITI, Thiago. As Aventuras de Ngunga, de Pepetela: muito além da cartilha. São Paulo, Via Atlântica, 2009.

PEPETELA. As Aventuras do Ngunga. Alfragide, Portugal: Publicações Dom Quixote, 2002.

PEPETELA, Escritor Angolano, Fala Sobre “A Geração Da Utopia” e suas demais Obras. Portal Raízes. Disponível em: https://www.portalraizes.com/1pepetela-a-geracao-da-utopia/. Acesso em: 13 jul. 2019.

SCHMITT, Bárbara Jucinsky. Um Breve Olhar sobre Angola a partir da Obra As Aventuras de Ngunga, de Pepetela. SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA. Lugares dos Historiadores: velhos e novos, 28º, Florianópolis, 27 a 31 de julho de 2015. Anais […]. Florianópolis, SC Associação acional de História, 2015.

[1] Angola é um país localizado no continente africano, com 18 províncias; a capital é Luanda. Estudiosos costumam dividir o seu percurso histórico em três fases: o período colonial, o período de pós-independência (1975-2001), marcado pelas guerras civis, e o surgimento da paz em 2002.

[2] Pequenos vilarejos do interior das províncias de Angola.

[3] Pessoa resultado do cruzamento entre branco e negra, ou entre negro e branca, essa última simbiose para o contexto da época era raríssimo, quase que um ‘proza’.

[4] GRENAL é a abreviação entre Grêmio e Internacional, dois maiores times de futebol (masculino) rivais do Rio Grande do Sul, com ampla relevância nacional e mundial no cenário esportivo. A torcida gaúcha é praticamente dividida entre os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul.

[5] Atualmente os tipos sanguíneos humanos são sempre determinados utilizando os dois sistemas de classificação sanguínea mais importantes: o ABO e o Rh. No primeiro, existem 4 tipos diferentes e no segundo apenas dois. Assim, quando avaliados em conjunto, obtemos 8 tipos sanguíneos possíveis: Ae A, Be B, Oe O, ABe AB(DEXTRO, 2019, online).

Imagem de destaque: Editora Dom Quixote/reprodução

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