Que cérebro é esse que chegou à escola? –As bases neurocientíficas da aprendizagem- por: Renata de Souza Capobiango

Renata de Souza Capobiango

Graduada em licenciatura em Ciências Biológicas, Especialização em Microbiologia, mestranda pelo programa Mestrado Profissional Ensino de Ciências- Universidade Federal de Ouro Preto com o projeto de pesquisa intitulado de “Contribuições das Neurociências para inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista sob orientação da professora Drª Luciana Hoffert. Leciono atualmente Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental e Biologia no Ensino Médio naEscola Estadual Santo Antônio em Miraí –MM.

 

 

INDICAÇÃO DE LEITURA: QUE CÉREBRO É ESSE QUE CHEGOU À ESCOLA? –AS BASES NEUROCIENTÍFICAS DA APRENDIZAGEM, DE MARTA PIRES RELVAS

 

Renata de Souza Capobiango
Professora de Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental e Biologia no Ensino Médio na Escola Estadual Santo Antônio em Miraí, MG
renatacapobiango30@gmail.com

 

Por muitos anos,o conhecimento sobre o cérebro e seu funcionamento ficou obscuro, mas existiram significativos avanços dasNeurociências na década de 1990,a qual é conhecida como a “década do cérebro”. Apesar de inovadores e crescentes, os conhecimentos neurocientíficos divulgados então não apresentavam relação direta com a Educação.A relação entre Neurociências e Educação é o tema discutido no livro Que cérebro é esse que chegou à escola? – As bases neurocientíficas da aprendizagem, organizado por Marta Pires Relvas, da Wak Editora, o qual se constitui como um elo entre essas áreas.

O público-alvo da autora abrange docentes de qualquer área do conhecimento, assim como leigos, pois todo o livro é organizado e redigido de maneira esclarecedora e objetiva, propiciando uma leitura agradável aos leitores. A obra aborda temas emergentes como Educação Inclusiva, assim como as Neurociências podem agregar conhecimentos para que seja realizada efetiva inclusão. A autora demonstra que a verdadeira inclusão não pode se preocupar somente com a matrícula e permanência dos discentes com deficiência, distúrbios ou dificuldades de aprendizagem na escola regular, mas também com a aprendizagem. Para isso, a autora nos faz entender a importância de se conhecer a biologia cerebral tão diversificada que adentra nossas salas de aulas.

A leitura enfatiza a importância de se conhecer e entender como ocorre a aprendizagem em nível cerebral, assim como conceitos de neuroplasticidade,esclarecendo que o cérebro é um órgão plástico capaz de se modelar a partir de estímulos e experiências vivenciadas pelo aluno. Segundo a autora, devido à neuroplasticidade cerebral, todo e qualquer aluno é capaz de aprender, desmistificando o rótulo “aquele aluno não aprende”, utilizado por muitos professores e gestores de escolas.

Desse modo, o livro de Marta Pires Relvas contribui para reflexão e aprimoramento da prática pedagógica atual, pois quando o docente compreende o funcionamento do cérebro e que existem diversas maneiras de se aprender,ele busca estratégias diversificadas para ensinar, colaborando para uma educação mais inclusiva.

Luiza Oliveira

Editora Executiva da Revista Brasileira de Educação Básica

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