Editorial

Julho - Setembro - 2018

É com muita satisfação que a Revista Brasileira de Educação Básica lança o seu nono número correspondente ao trimestre julho, agosto e setembro de 2018. Nesta edição, contamos com artigos enviados por professores, pesquisadores e estudantes que fazem parte do cotidiano da educação brasileira, assim como resenhas, textos de opinião e o primeiro episódio “Desaguar” da série “O pão nosso de cada dia” que vai apresentar algumas perspectivas sobre a Educação Básica, pelo olhar e vivências de profissionais envolvidos com a escola. Os diversos textos aqui apresentados trazem relatos, projetos e pesquisas na educação encaminhados e realizados no cotidiano da sala de aula das escolas brasileiras e nas suas universidades.

Nos artigos que nossos autores escreveram temos, especialmente, o interesse no compartilhamento de experiências desenvolvidas em sala de aula que visam uma maior aprendizagem, através da utilização de recursos didáticos, na transdisciplinariedade realizada através da flexibilização de componentes curriculares de disciplinas e ainda na utilização de recursos tecnológicos como as mídias e softwares.

Há entre nossos autores um desejo permanente de renovação das práticas pedagógicas, ou seja, na atualização do fazer e do saber docente, assim como na valorização do trabalho do professor em sala de aula. É o que as professoras da UMEI Alaíde Lisboa, Cláudia Rezende, Denise dos Santos e Maria Lúcia Lomba apresentam no artigo “Bolsa da Amizade: uma experiência de aprendizagem na Educação Infantil”, o artigo destaca a importância de documentar as práticas pedagógicas das professoras, permitindo a avaliação do processo e a percepção conjunta de como os professores se fazem professores no dia a dia da Educação Infantil.

Há também entre os nossos autores o reconhecimento da importância do uso da tecnologia como recurso didático, seja no aprendizado da Geometria no Ensino Médio, como apresenta Francisco Silverio e demais autores no artigo “Teorema de Pick: auxílio no ensino de Geometria”, seja na Educação Infantil no artigo “A renovação das práticas educativas lúdicas” de Evandro Lunardo e Paulo Isaac Campos.  Os textos apresentam o uso da tecnologia como estratégica para o trabalho do professor em sala de aula transpondo as dificuldades no aprendizado da Geometria e da distração multilateral em sala de aula. E pensando no uso das tecnologias e da mídias digitais que Reinaldo Mayer, Dierone César Foltran e Elenice Foltran apresentam “Oficinas midiáticas para professores” onde propõem auxiliar o professor a desenvolver novos estilos de aprendizagem e a estabelecer novas formas de mediação no uso das mídias em sala de aula.

Também contribui com experiências desenvolvidas em sala de aula os professores Mateus dos Santos, Jardel Coutinho e Vinícius Catão intitulado “Relato de uma experiência transdisciplinar no Ensino Médio: diálogos entre a Química e a Língua Inglesa” onde buscaram estabelecer uma relação de transdisciplinariedade entre a Química e a Língua Inglesa através da leitura de textos científicos. Por sua vez, José Erildo apresenta em seu texto “Um olhar sobre a Geometria através da prática de Origami” como o uso de material manipulável pode ser tornar uma estratégia para aulas de geometria no contraturno em escolas de tempo integral gerando interesse e envolvimento dos estudantes. Pâmela Sobral, Marcus Menezes e Kilma Viana também propõem a renovação dos métodos no texto “RPG como método avaliativo de saberes matemáticos” onde os métodos avaliativos possam, de forma lúdica e motivante, compor a avaliação formativa-reguladora de conteúdos matemáticos.

Para além dos textos enviados por professores, pesquisadores e estudantes que dialogam com os desafios da educação básica a edição de número nove também apresenta os textos de opinião da professora da Faculdade de Educação da UFMG Analise da Silva “Cadê o PNE que estava aqui? A EC/95 comeu!” e o texto do Marcelo Gomes da Silva doutor em Educação pela Universidade Federal Fluminense, “Pra que serve o ensino de História? Um debate a partir da formação de professores”. E como indicação de leitura a Amanda Birindiba apresenta a resenha do livro Qualidade da Escola pública no Brasil onde faz um diálogo com a BNCC e a formação de professores.

E, não menos importante, estreia nesta edição a seção especial “Vocabulário da Educação” que tem o propósito de publicar pequenos textos do gênero verbete, permitindo aos/às leitores/as a definição de alguns vocábulos e/ou expressões mais correntes no campo da educação. Vocabulário da Educação é organizado pelo professor João Valdir professor Titular de Sociologia da Educação da Faculdade de Educação da UFMG.

Desejamos a todos uma ótima leitura e que as práticas que resultaram em artigos nesta edição possam contribuir com as práticas dos nossos leitores, professores, estudantes das licenciaturas e pesquisadores da educação.

Até a próxima edição!

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