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Abordagem CTSA nos livros de química do PNLD 2015

Dezembro 2018
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Pedro Leandro da Silva

Licenciado em Química pela Universidade Estadual da Paraíba 2016.

E-mail: pedrolquimica@hotmail.com

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Railton Barbosa de Andrade

Possui Graduação em Licenciatura em Química pela Universidade Estadual da Paraíba (2009). Mestre em Química pela Universidade Federal da Paraíba (2012) e Doutorado em Química pela mesma instituição (2016) . Atualmente é Pós-Doutorando (PNPD/CAPES) desenvolvendo pesquisas na área de Ensino de Química e Química Teórica.

E-mail: railtoncg@gmail.com

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Gilberlandio Nunes da Silva

Possui graduação em Licenciatura e Formação em Química pela Universidade Estadual da Paraíba (2010), Mestrado em Ensino de Química pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2013). Atualmente é professor na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) atuando na graduação do Departamento de Química na área de educação química. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Ensino de Química e desenvolve pesquisa nas linhas de ensino e aprendizagem em Química e em formação de professores para uso das novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e com o enfoque CTSA.

E-mail: gilberlandionunes@hotmail.com

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Francisco Ferreira Dantas Filho

Graduado em Licenciatura em Química pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Doutorado em Engenharia de Processos (UFCG). Atualmente é professor adjunto no Departamento de Química da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Campus I, atuando nas áreas de Ensino de Química e Química, desenvolvendo pesquisa nas linhas de ensino e aprendizagem em Química, É vinculado ao Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM/UEPB). Líder do Grupo de Pesquisa em Metodologias para a Educação em Química (GPMEQ/UEPB).

E-mail: dantasquimica@yahoo.com.br

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Jacqueline Morais da Costa

Possui Graduação em Licenciatura em Química pela Universidade Estadual da Paraíba (2012). Mestre em Química pela Universidade Federal da Paraíba (2015) e atualmente é doutoranda pela mesma instituição.

E-mail: jacqueline_morais@hotmail.com

INTRODUÇÃO

A história do Livro Didático (LD) no Brasil inicia-se por volta de 1930, com a criação do Instituto Nacional do Livro (INL), daí por diante até os anos de 1990, foram realizadas diversas atualizações neste plano, até a criação do PNLD, configurando-se como o maior plano de distribuição gratuita de livros didáticos do país. É um programa do governo federal, que tem como objetivo subsidiar o trabalho pedagógico de professores, por meio da distribuição gratuita de livros. Algumas mudanças foram realizadas “uma delas é a escolha do LD pelo professor, seguindo orientações de um guia, que contém informações importantes a respeito das coleções” (BRASIL, 2010, p. 4). Contudo, nem sempre isso acontece, acordos com editoras são realizados disponibilizando apenas algumas coleções para as escolas.

O LD é uma ferramenta importante que pode auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. Os critérios de avaliação utilizados durante o processo de escolha do LD envolvem algumas regras impostas para que os livros possam ajudar na construção de um indivíduo a partir da mediação do professor. Além dos conteúdos científicos devem apresentar algumas características, conforme podemos observar no trecho a seguir retirado do próprio Guia de Livros Didáticos do PNLD-2015 Ensino Médio (BRASIL, 2014).

Os critérios de avaliação do componente curricular Química no PNLD 2015 foram explicitados na ficha de avaliação reproduzida a seguir, que contém 06 blocos de avaliação, sendo: Projeto Editorial; Observância da Legislação brasileira; Abordagem teórico-metodológica e proposta didático-pedagógica; Correção e atualização de conceitos, informações e procedimentos; Manual do Professor; Análise do conteúdo digital (BRASIL, 2014).

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) orientam em suas diretrizes, que a interdisciplinaridade deve atuar como eixo didático-metodológico. Dessa forma, o livro didático de Química que incorpora a interdisciplinaridade, potencializa a aprendizagem considerando contextos relevantes para vida dos estudantes e o estabelecimento de relações entre diferentes campos do conhecimento (BRASIL, 2002).

Outra orientação deste documento diz respeito à educação segundo enfoque CTSA. Este modelo de ensino tem a preocupação de promover uma educação científica e tecnológica capaz de auxiliar na construção do conhecimento e valores acerca de um tema, em outras palavras, este modelo tem ênfase na construção do conhecimento a partir de uma realidade vivida pelo estudante como também, o ambiente em que está inserido (SANTOS, 2007). Sendo assim, o professor poderá atuar como um mediador, levando em conta estes fatores que são essenciais a formação técnico-científica, como a interdisciplinaridade, contextualização e a questão social, que são os pilares da educação CTSA (SANTOS, 2008).

Desta forma, este trabalho tem por objetivo avaliar de que forma as coleções de Química para o ensino médio, aprovados pelo PNLD de 2015, abordam o conteúdo Reações Nucleares atrelados com a temática CTSA.

METODOLOGIA DA PESQUISA

O presente trabalho é de natureza qualitativa, sendo uma análise documental realizada a partir de bibliografias que trata a respeito do enfoque CTSA no ensino de Química. Para se construir a pesquisa buscou-se referenciais teóricos através de livros, artigos de revistas e periódicos que tratam a respeito da temática em questão.

Durante a pesquisa, buscou-se analisar as coleções do PNLD 2015 de Química abordando tema Reações Nucleares atrelados ao ensino com enfoque CTSA. Para obtenção dos dados da pesquisa, foram utilizados três aspectos em relação ao tema reações nucleares: Analisar quais ferramentas tecnológicas está inserida na abordagem do tema; Identificar a contextualização do tema; Analisar questões vinculadas ao cotidiano presente no tema.

A pesquisa foi realizada a partir de quatro obras Ser Protagonista: Química (ANTUNES, 2013); Química Cidadã (SANTOS; MÓL, 2013); Química (FONSECA, 2013) e Química (MORTIMER; MACHADO, 2013), que foram os instrumentos de coleta. Buscou-se identificar o capítulo que continha o conteúdo Reações Nucleares. Nesta etapa, foi elaborado um levantamento de pontos que vislumbram o ensino segundo enfoque CTSA.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com a sistematização, a análise proporcionou uma visão geral do objeto da pesquisa conforme dados expostos nas tabelas a seguir. Ambas as coleções apresentaram a mesma sequência de conteúdo, sendo o volume 1 de cada coleção para os conteúdos de Química Geral, o volume 2 para os conteúdos de Físico-Química e o volume 3 para os conteúdos de Química Orgânica.

Inicialmente, iremos apresentar e discutir os resultados da análise do livro Ser Protagonista: Química (ANTUNES, 2013) disposto na Tabela 1; em seguida Química Cidadã (SANTOS; MÓL, 2013); logo após Química (FONSECA, 2013) e por último, Química (MORTIMER; MACHADO, 2013), levando em consideração aspectos que envolvem três vertentes: tecnologia, contextualização e questão social.

É importante salientar que os três volumes da obra Ser Protagonista: Química (ANTUNES, 2013) foram analisados, porém apenas o volume 2, trata a temática Reações Nucleares especificamente no capítulo 18, das páginas 276 a 300. A obra contempla em alguns pontos os princípios da educação química seguindo o enfoque CTSA, nestes pontos o autor instiga a construção do conhecimento dos alunos a partir de elementos que vislumbram a contextualização do conteúdo, como também, mencionam elementos do cotidiano conforme as orientações dos PCNs (2000), afirmando que a educação segundo enfoque CTSA tem que vislumbrar elementos do cotidiano.

Tabela 1: Síntese dos resultados da análise referente à obra Ser Protagonista: Química.

Fonte: ANTUNES, 2013.

Ao início de cada capítulo, o livro traz questões para reflexão que relacionam a temática contextualização e cotidiano, a partir do seguinte questionamento “Os raios-X são usados para examinar bagagens, principalmente em aeroportos, por quê?” (ANTUNES, 2013, p. 277). Questionamentos como este provocam no estudante a curiosidade em investigar fenômenos que podem ajudar na construção do conhecimento. Foi identificada uma maior preocupação com o fator histórico, do que com a construção do conhecimento a partir do contexto estabelecido de forma prévia neste mesmo livro.

Em relação ao cotidiano, a obra menciona de forma singela apenas algumas aplicações da radiação na agricultura, indústria, alimentação e medicina, porém não estimula questionamentos a respeito de tais aplicações. A obra ainda traz em relação à temática cotidiano a questão do lixo nuclear, porém apenas com caráter informativo e restrito a resíduo de reatores nucleares, não mencionando qualquer outro tipo de rejeito radioativo e seu risco ao meio ambiente, o que não está de acordo com características do ensino CTSA.

De um modo geral, a coleção Química (ANTUNES, 2013) não atende em sua totalidade um ensino CTSA, pois em apenas alguns trechos esta temática fica evidente. Na quase totalidade a obra preocupa-se apenas em fatos históricos e acúmulos de conceitos e fórmulas, o que está em desacordo com os PCNs (2000). Ainda sobre fatos históricos, Santos (2007) afirma que o ensino CTSA tem que vislumbrar a construção do conhecimento crítico construtivo a partir do ensino contextualizado, onde devem ser evidenciadas as questões do cotidiano e a interdisciplinaridade.

Na sequência analisou-se a coleção Química Cidadã (SANTOS; MÓL, 2013), seguindo os mesmos critérios. Os dados obtidos estão dispostos na Tabela 2.

Tabela 2: Síntese dos resultados referente à obra Química Cidadã.

Fonte: SANTOS; MÓL, 2013.

O modelo de abordagem dessa obra consiste no desenvolvimento curricular, concomitante de conteúdo específico de Química e de temas relevantes que incluem aspectos sócios científicos. Os textos são desenvolvidos por meio da seção Tema em Foco, o qual está intercalado no meio dos capítulos referentes ao conteúdo programático anterior ou que serão introduzidos nos tópicos seguintes. Esses textos sempre buscam levantar questões sócio-científicas, e ao final dos textos sempre são levantados questionamentos com propostas de debates. Apenas no volume 2 a temática reações nucleares foi mencionada, no capítulo 8, pp. 264/268. O capítulo é introduzido com os seguintes questionamentos: “De onde vem a energia nuclear? Como devemos fazer uso da radioatividade e da energia nuclear?” (SANTOS; MÓL, op. cit., p. 264). Estes questionamentos podem gerar uma discussão sobre o tema, realçando o debate com a temática energia nuclear como fonte de produção de energia elétrica, o que está de acordo com um ensino contextualizado. Durante toda a seção a obra faz outros questionamentos como: “O que é radioatividade? Que propriedades dos raios-X permitem que eles sejam utilizados na medicina? As radiações nucleares são invenções humanas?” (SANTOS; MÓL, op. cit., p. 268). Esses questionamentos do autor reforçam a característica de um ensino reflexivo.

Em relação à abordagem sobre o cotidiano, a obra menciona a aplicação da radiação na agricultura, indústria, ou na geração de energia sendo que toda temática fornece subsídios para estabelecimentos de diálogos e discussões coletivas do tema em questão, o que pode favorecer a produção de conhecimento. Santos (2007) afirma que a abordagem CTSA deve contemplar a formação do pensamento crítico a cerca de um tema, assim como os PCNs relatam que o ensino deve ser contextualizado, vislumbrando a interdisciplinaridade, pode-se afirmar que a obra Química Cidadã (SANTOS; MÓL, op. cit.) propicia a construção do conhecimento crítico, ou seja, dentro das características do ensino CTSA.

Por fim, a obra também faz reflexões sobre o consumismo de energia, incorporando alguns tópicos denominados de “Atitude Sustentável”. Ainda sobre esta coleção, observaram-se algumas características específicas: grande quantidade de ilustrações quando comparada com as outras coleções. Além disso, foi utilizada uma linguagem científica dentro do contexto dos estudantes, por exemplo, a partir da inclusão de uma discussão sobre “o Brasil no contexto energético mundial” (SANTOS; MÓL, op. cit., p. 302) vinculando isso com medidas que podem ser adotadas para diminuir o consumo de energia elétrica em casa.

Esta coleção apresentou uma maior reocupação com a questão energética do país. Sendo também apontadas as vantagens e desvantagens relacionadas com as questões energéticas do Brasil. As demais obras fora pouco eficientes nesta questão.

No terceiro momento da pesquisa analisou-se a coleção Química (FONSECA, 2013) seguindo o mesmo critério de análise adotada nas outras duas coleções citadas acima. Esta coleção apresenta em todos os capítulos um tema jornalístico relacionado ao enfoque CTSA. Este fato demonstra a preocupação da autora em relação à cidadania. Foram analisadas as três obras, porém apenas o volume 3, no capitulo 17 a temática é mencionada. Durante todo a capítulo a autora faz questionamentos acerca das aplicações da radiação, o que caracteriza um ensino com enfoque CTSA.

A coleção evidencia temas do cotidiano quando questiona outros fins em que a radioatividade pode ser utilizada. Verificou-se durante toda obra, o acúmulo de fatos históricos, com alguns questionamentos levantados sobre a temática os dados estão dispostos na Tabela 3.

Tabela 3: Síntese dos resultados da análise referente à obra: Química.

Fonte: FONSECA, 2013.

No que diz respeito ao ensino com enfoque CTSA, os conteúdos são abordados de maneira que supervaloriza os conceitos teóricos, além disso, observou-se pouca ênfase na contextualização nos textos, o que está em desacordo com as propostas dos PCNs (SANTOS, 2007). Os fatos que vislumbram um enfoque CTSA, estão em sua maioria mencionados de forma isolados aos conteúdos não tendo relação com a temática em questão.

A coleção Química (MORTIMER; MACHADO, 2013), foi dividida em três volumes. Analisamos seguindo o mesmo critério adotado nas demais coleções, porém em nenhuma dos volumes a temática “Reações Nucleares” é mencionada. O volume 1 é destinado aos conteúdos de Química Geral; o volume 2 é destinado aos conteúdos de Físico-Química e o volume 3 aos conteúdos de Química Orgânica. A partir da análise observamos que apesar de apresentar aspectos relacionados ao ensino com enfoque CTSA, esta coleção não elegeu o conteúdo “Reações Nucleares” para ser trabalhado na sua coleção de livros do PNLD 2015. Desta forma não teremos uma análise bem detalhada para essa coleção.

CONCLUSÃO

Os resultados desta avaliação apontam que os critérios estabelecidos como eixos norteadores foram verificados em três coleções para o conteúdo de reações nucleares, no entanto, a obra Química (MORTIMER; MACHADO, 2013) não apresentou as características do objeto de estudo em questão.

A contextualização em todas as coleções apresentou temas atuais como o uso das reações nucleares para fins industriais, medicinais e questões energéticas. No entanto, esta contextualização foi apresentada de modo pontual, neste quesito, cabe ao professor direcionar e selecionar as questões norteadoras e vinculadas aos conteúdos que pretende ensinar.

Para as observações referentes aos aspectos tecnológicos, as três obras analisadas apresentam aspectos fora da realidade do nível escolar dos estudantes. Um exemplo é quando menciona o acelerador de partículas como grande avanço tecnológico, sem apresentar possibilidades de como essa tecnologia poderá ser aplicada.

Em relação ao cotidiano, foram citadas aplicações na medicina e na indústria, porém não foi estabelecido nenhum vínculo preciso com a vivência escolar do estudante. Desta maneira, será muito importante que o professor planeje adequadamente as estratégias de ensino para o processo de ensino e aprendizagem seja efetivo, inserindo ferramentas que ajuda para a contextualização das informações que o LD apresenta.

O destaque desta análise é a obra Química Cidadã (SANTOS; MÓL, 2013), autores reconhecidamente pesquisadores da área de Ensino de Química com enfoque CTSA. Esta coleção apresentou características da abordagem CTSA vinculadas ao tema “Reações Nucleares” propondo questionamentos a respeito das implicações atuais relacionando fatos do cotidiano.

Apesar de muitas características positivas da coleção Química Cidadã (SANTOS; MÓL, 2013), observou-se que a problematização nos exercícios propostos ainda precisa ser melhorada. Uma das exigências do PNLD é que o professor esteja atento às expressões presentes para discussão e problematização em sala de aula.

Em todas as coleções observou-se uma grande quantidade de exercício proposto, no entanto, observamos uma deficiência específica quanto à problematização destes exercícios. Apesar de apresentar muitos pontos positivos, é importante informar, que apenas o LD não garante a efetivação do processo de ensino e aprendizagem, é preciso que haja uma adequação mutua entre a escola, o professor e a realidade sociocultural dos estudantes.

 

 

 

REFERÊNCIAS

ANTUNES, M. T. Ser protagonista: Química. São Paulo: SM, 2013. 3 v.

BRASIL. Projeto de lei n.° 7.084, de 27 de janeiro de 2010. Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação. Brasília: 2010.

______. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Média e Tecnológica . PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos parâmetros curriculares nacionais – ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 2002.

______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Brasília: MEC/SEMTEC, 2000.

______. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Guia de livros didáticos: PNLD 2015, Química, ensino médio. Brasília. 2014. 60 p.

FONSECA, M. R. M. Química. São Paulo: Ática, 2013. 3 v.

MORTIMER, E. F.; MACHADO, A. H. Química. 2. ed. São Paulo: Scipione, 2013. 3 v.

SANTOS, W. L. P. Contextualização no ensino de ciências por meio de temas CTS em uma perspectiva crítica. Revista Ciência & Ensino, Piracicaba,  v. 1, pp. 1-12, 2007.

______. Educação Cientifica Humanista em uma perspectiva Freireana: resgatando a função do F ensino CTS. Alexandria, Revista de Educação em Ciência e Tecnologia,  Florianópolis, v. 1, n. 1, pp. 109-131, 2008.

______; MÓL, G. S. (Coords.). Química Cidadã. 2. ed. São Paulo: AJS, 2013. 3 v.

Imagem de destaque: Stephen Kraakmo – Unsplash

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