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A argumentação de Alunos da Eja no Artigo de Opinião

Março 2019
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Ana Maria Urquiza de Oliveira

É mestranda em Educação na linha de pesquisa Linguagem e Educação na Universidade de São Paulo. Especialista em Neuroeducação _ Faculdade Campos Elíseos (2016); em Educação de Jovens e Adultos_ Faculdade Campos Elíseos (2015); em Língua Portuguesa_ Faculdade Campos Elíseos (2014); em Educação Ambiental _ Faculdade Anchieta (2008). Licenciada em Pedagogia _ Universidade Nove de Julho (2014) e Letras _ Universidade Estadual do Piauí (2004). É professora de Língua Portuguesa na Educação Básica no município de Diadema, São Paulo.

E-mail: anaurquiza@usp.br

INTRODUÇÃO

Este artigo é parte de uma pesquisa em andamento, traz análises sobre o ensino de português no trabalho com os gêneros discursivos. Na realização do trabalho busca-se evidenciar o caráter argumentativo inerente ao homem e que está presente nos textos de alunos da EJA. Desse modo, interessa-nos, a partir da tarefa solicitada, o enunciado concreto, o discurso do outro e a argumentação nas relações dialógicas estabelecidas a partir das contribuições de Bakhtin.

O corpus é constituído de quatro textos de alunos que demonstraram menos dificuldades em relação à produção escrita e à leitura na sala de aula. A escolha dos textos foi baseada no critério: ter o hábito da leitura fora do espaço da sala de aula. Essa constatação advém de respostas dadas ao questionário diagnóstico aplicado no início do ano letivo referente aos hábitos de leitura; do contato deles nas aulas de língua portuguesa com as normas específicas da escrita conforme o gênero discursivo trabalhado. Os alunos produtores dos textos se dizem leitores, conforme a noção de ler no espaço fora da escola (livros, jornais, revistas, internet).

A seleção do gênero artigo de opinião para a composição discursiva é importante por ser de cunho opinativo e possibilitar o uso de argumentos sobre o assunto a ser discutido no texto, o que facilita a organização das ideias utilizando-se do discurso do outro. O quadro teórico que fundamenta o trabalho é do discurso do outro (BAKHTIN, 2003; 2015), estudos da linguagem (BAKHTIN; VOLOCHÍNOV, 2014) e enunciado alheio (VOLOCHÍNOV, 2017). Nesse sentido, e, a partir deste suporte teórico, consideramos a organização textual do gênero mencionado como possibilidade de análise das diferenças linguísticas, culturais e sociais, considerando as particularidades da escrita (MARCUSCHI, 2001).

As categorias de análise estabelecidas são: observar os recursos linguísticos típicos do artigo de opinião presentes nos textos. Ressaltamos que os interlocutores presumidos e pensados pelo estudante no momento da produção foram os professores e os alunos da escola. Pensamos nesse quesito porque é um traço constitutivo do enunciado, o seu direcionamento a alguém, o seu endereçamento. O enunciado tem autor e destinatários. Esse destinatário pode ser um participante-interlocutor direto do diálogo cotidiano ou pode ser uma coletividade diferenciada de especialistas de algum campo especial da comunicação cultural (BAKHTIN, 2003, p. 301). É interessante que o aluno de EJA perceba que autor/leitor de texto tanto pode ser o escritor consagrado quanto ele mesmo. Iniciaremos nossa análise observando como se dá a estrutura do artigo de opinião nos textos dos alunos.

O DISCURSO DO OUTRO E A FORMA COMPOSICIONAL – O ALUNO SUJEITO-ENUNCIADOR

Partimos da ideia de que estas práticas educativas possibilitam ao aluno perceber, à sua maneira e com auxílio do professor, o caráter interativo do enunciado concreto nas interações, observando que o processo é social, que o ato comunicativo não se faz sem a presença do outro e que este outro é todo e qualquer usuário da língua.

Na escrita do texto, por se tratar de um Artigo de Opinião, os alunos se valeram de diferentes ideias dos autores, adquiridas junto aos textos lidos e discutidos para fundamentarem seus argumentos.[1] Entendemos que, desta forma, os alunos teriam melhores condições de discorrer mais facilmente sobre o tema, utilizando-se de argumentos pertinentes. Objetivou-se, também, mostrar a eles que todo processo de escrita de um texto passa pelo processo de leitura de outros textos de autores diferentes, já que ninguém é dono da verdade, pois não há verdade absoluta (BAKHTIN, 2015).

Buscamos destacar a seguir se o aluno faz referência aos três textos lidos nas aulas que antecederam a produção do texto e/ou a outros textos e autores de seu conhecimento de mundo. Os estudantes pontuam partes dos textos lidos e fazem suas referências e posicionamentos por meio do discurso citado ao expressarem seus comentários. Destacamos que a escrita dos textos está conforme o original dos alunos.

O aluno mais jovem de todos os sujeitos da pesquisa, com 19 anos, faz referência a um dos textos lidos, a música, de forma diferenciada em relação aos demais — para ele, a canção não favoreceu seu processo de aprendizagem por ser “fora de seu tempo” e sugere outra referência:

Nós vimos o vídeo do cantor Zé Ramalho: na aula de português; eu achei que essa música é muito antiga, e só favorece os alunos que tem mais idade: e se fosse uma mais na atualidade de debates da política desigualdade. Mas quem me dera se fosse sobre o Racionais? Uma das música deles a Capítulo 4 versículo 3. Ela retrata a violência policial. (Grifos do aluno).

Este aluno não faz referência a um dos textos lidos, o de Nelson Tomazi. No entanto, faz referência a outro texto de seu conhecimento de mundo, um grupo musical, Racionais MC’s.

Uma aluna, com 35 anos, utiliza como recurso linguístico parte do texto e através desta passagem procura expressar a sua opinião e também faz alusão aos dados do texto de Tomazi de forma implícita:

Quando se fala em desigualdade social e pobreza no Brasil o autor Nelson Dacio Tomazi afirma que “Não se trata de centenas de pessoas, mas em milhões que vivem na pobreza absoluta.” Com certeza! Principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste existem pessoas que vivem na extrema pobreza. Infeliz [sic] uma desigualdade social muito grande.

Outro aluno (37 anos) faz a apresentação da tese com pequeno trecho da música, não faz a separação do trecho da música de sua fala no texto, uso que poderia ter sido feito com as aspas, para reforço de seu argumento apresentado:

Na música Cidadão do cantor Zé Ramalho, eu entendo que mesmo que a gente trabalhe, nós não somos valorizados pelo nosso trabalho, mas o pouco que eu plantava não tinha direito de comer, onde muitos patrões que explora os seus funcionários humilhando e muitas vezes maltratando sem direito de dá opinião.

Este senhor, com 57 anos, foi o aluno que mais se apropriou dos recursos linguísticos do gênero trabalhado, procurou recuperar dados e informações do atual contexto político e econômico do país veiculados na mídia para melhor referenciar o texto e o fez de forma crítica. Com informações de seu conhecimento de mundo, validou seu argumento de que o homem do campo vai à cidade grande por falta de oportunidades em sua terra natal. Ao apontar possíveis soluções, conclui-se, conforme Bakhtin (2003), que o enunciado entrou na cadeia discursiva, recuperando o passado e projetando-se no futuro: “Outro problema muito grave, está na camada da sociedade que não quer que o povão tenha acesso as informações e esta parte da sociedade está localizada nos formadores de opinião, como mídia que está a serviço dos poderosos desta nação.”.

A UTILIZAÇÃO DE ARGUMENTOS PARA SUSTENTAR A POSIÇÃO ASSUMIDA AO DISCUTIR SOBRE O TEMA

Os alunos apresentam o tema, de caráter crítico e polêmico, marcado em seus textos através da argumentação. A construção dos parágrafos em torno de apresentar opiniões de outros para fundamentar as suas, bem como apresentar possível solução para o problema que o tema traz é feita por meio de argumentos que sustentam suas posições sobre o que está sendo discutido. Estes sujeitos-enunciadores procuram se utilizar dos recursos linguísticos da escrita — aqueles relacionados ao gênero e, portanto, apresentados a eles durante as aulas que antecederam à produção textual —, como referência aos textos fonte para validar seus argumentos sobre o tema.

No primeiro texto há quatro parágrafos: no primeiro, faz referência ao texto de Tomazi e emite seu parecer a respeito do tema; no segundo, faz uma reflexão e um questionamento sobre a injustiça social do Brasil; no terceiro, faz alusão à música Cidadão para, em seguida, colocar seus argumentos sobre o que diz ao texto; no quarto, aponta como responsabilidade do cidadão cobrar os seus direitos de seus representantes:

Eu vi no vídeo do Zé Ramalho cantor alguns temas abordados na letra da música Cidadão que foi escolhida para demonstrar distanciamento entre os indivíduos privilegiados e os mais humildes, além de demonstrar como a sociedade burguesa pode ser muito cruel quando não considera as pessoas pobres como “cidadãos”.

O segundo texto traz quatro parágrafos. No primeiro, utiliza um pequeno trecho do texto de Tomazi para sustentar o seu dizer sobre a desigualdade social; no segundo, cita exemplos de profissões que representam riqueza e status social como jogador de futebol e apresentador de TV e faz uma crítica alegando que, enquanto o salário mínimo é uma miséria, os políticos aumentam seus exorbitantes salários de maneira fácil e rápida; no terceiro, ao se referir à música Cidadão, diz que o trabalhador comum é muito humilhado por seus patrões; no quarto, faz uma lista de problemas relacionados à desigualdade social e aponta uma possível solução como sendo o interesse dos governantes pelos menos favorecidos:

Existem pessoas que ganham absurdo, exemplo jogadores de futebol, apresentadores de TV, políticos, e o nosso salário mínimo aumenta uma mixaria de ano em ano, mas quando e para aumentar os salários dos políticos aumentam na maior facilidade. Precisamos agir colocar a boca no trombone em busca dos nossos direitos não devemos desiste e nem desanimar porque só depende de nós.

Este texto está dividido em quatro parágrafos: no primeiro ele cita um trecho de Nelson Tomazi e a fonte do texto; no segundo, faz uma lista de alguns fatores que ocasionam a desigualdade social; no terceiro, faz alusão às diferenças entre o homem do campo e o homem da cidade e finaliza dizendo que a desigualdade é resultado das más administrações públicas; no quarto, aponta sugestões para possível melhoria/mudança no país. Todo seu texto é desenvolvido com argumentos baseados nos textos fonte e no seu conhecimento de mundo. Conforme Marcuschi (2009), o estudante estabeleceu relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. Fez uso de palavras e expressões que chamam a atenção por serem rebuscadas para um estudante de EJA da sétima série. Observamos a argumentação muito bem referenciada nos textos lidos nas aulas e em outras fontes de leitura do aluno o caráter crítico e reflexivo, o grau de apreensão do que ler, o uso da pontuação, a ortografia, a coesão e coerência. Segundo o aluno:

Cresci assim sem estudar. E com dezoito anos vim embora para São Paulo aonde permaneço até hoje. Aliás, aqui, quando resolvi estudar, foi um começo, pois nem currículo eu tinha. Por isso, tive que fazer uma prova e aqui estou. Sei que perdi muito tempo, porém, sinto uma grande necessidade de aprender e ter mais algumas bagagens de conhecimento.

O aluno adolescente constrói seis parágrafos. No primeiro, lança mão de uma pergunta para problematizar a situação em que apresenta o homem como ambicioso e individualista e diz que esse fato, que para ele é um erro, não é notado; no segundo, faz referência a si mesmo como exemplo e parece falar da realidade de sua família, conforme o que já sabemos dele e o que está escrito em seu texto; no terceiro, cita a música Cidadão de forma crítica justificando ser obsoleta a seu ver; no quarto, trata de seu contexto e realidade de vida; no quinto, parece escrever consoante às letras de músicas no estilo Rap citado por ele no texto e, acreditamos que haja trechos de música nesse parágrafo; no sexto, cita trechos que talvez sejam de Rap e que representam a violência policial, tema levantado por ele no debate, na roda de conversa sobre a música Cidadão e no artigo de opinião:

A sociedade nos martiriza, nos oprime e tenta disfarçar as regras. Mas sempre tem pessoas que fazem literalmente o oposto. E com o oposto vem o que é proposto!?! “As algemas, milhares de centenças [sic], problemas, crenças, proezas e poemas.” “É o que me faz forte, contra o sistema até a morte. (grifos do aluno)
Ditados dos opresores [sic]: Malandro bom é malandro morto, a ocazião [sic] faz o ladrão. Pensou em agir nunca pense, uma mentira nossa vale dez verdades e ladrão burro na rua morre também.Por isso sempre faça o que é certo que o errado só lota as cadeias e os cemitérios.

Adequação do título junto ao tema e adequação ao contexto de produção de linguagem que marca o estilo

Os títulos dos textos estão relacionados ao tema trabalhado, a desigualdade social, o que demonstra a apreensão de características do artigo de opinião pelos estudantes. Os títulos usados foram: Pessoas que vivem desprezadas; A pobreza no Brasil; A miséria de um povo sem esperança; Proeza de viver, o único que foge do tema, porém o texto é desenvolvido dentro da temática abordada.

Destacamos que o contexto de produção, representado pela sala de aula de alunos com distanciamento de anos da escola e também distanciamento com a escrita sistematizada e ensinada na escola, está refletido nos textos que são cheios de marcas que exemplificam essa realidade como dificuldades ao fazer uso da ortografia, da pontuação e, por vezes, da coesão. Vale ressaltar aqui que a apropriação da norma padrão da língua é vista pelos próprios estudantes da EJA como fator indispensável para o seu crescimento estudantil. Para eles, a escola deve ser o lugar que se possibilita esse aprendizado.

A respeito do estilo, vimos com Bakhitn que cada gênero discursivo apresenta um tema, em função de sua proposta comunicativa e da proposta enunciativa de cada enunciador, determinando assim a forma composicional (analisada anteriormente) e o estilo. Dessa maneira, a subjetividade do autor é constituída pela materialidade linguística, de modo a atender as necessidades expressivas de cada autor, marcando o estilo que apresenta peculiaridades próprias de cada enunciador (BAKHTIN, 2003). O tema foi o mesmo, mas cada texto tem a marca de seu autor sinalizada na seleção de palavras e expressões ao organizar argumentos caracterizando assim o estilo de cada aluno. Cada aluno, assim como os escritores dos textos fonte, marca seu estilo individual, um estilo próprio ao escrever seu texto. Ao ler os diferentes textos de diferentes autores sobre o mesmo tema, mostra o seu posicionamento e molda o seu dizer.

Em sua composição mais abrangente do enunciado concreto na forma genérica, Bakhtin& Volochínov (2014) acentuam a entonação como expressão da individualidade do sujeito, de seus valores, de seu posicionamento axiológico diante da vida. O estilo é um recurso inerente aos gêneros discursivos, pois todo e qualquer falante/usuário da língua utiliza-se do mesmo nas relações dialógicas, sejam formais ou informais. O gênero, “relativamente estável”, acompanha a evolução social e as necessidades de comunicação do homem:

Quanto mais dominamos um gênero tanto mais livremente o empregamos, tanto mais plena e nitidamente descobrimos neles a nossa individualidade (onde isso é possível e necessário), refletimos de modo mais flexível e sutil a situação singular da comunicação; em suma, realizamos de modo mais acabado o nosso livre projeto de discurso. (BAKHTIN, 2003, p. 205)

Destacamos, nesse corpus o uso do discurso em primeira pessoa do plural presente nos quatro textos. Essa característica pode apontar para a necessidade de o aluno autor encontrar na voz de outros a segurança ao emitir sua opinião, evitando assim, trazer a responsabilidade para si mesmo. É importante observar que o uso do plural ou do singular pode interferir no grau de responsabilidade de autoria. Portanto, ao optar pela primeira pessoa do singular, o autor do texto parece assumir um compromisso maior do que quando opta pela primeira pessoa do plural. Eis o porquê de os alunos fazerem uso apenas uma vez da primeira pessoa do singular, no parágrafo final, o da conclusão. E o fizeram para ressaltar opinião pessoal: “Eu vi”; “Eu penso”; “Eu entendo”; “Na minha opinião”; “Eu estava”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto nesse trabalho, defendemos uma forma de ação através da linguagem que revela um posicionamento do aluno frente aos fatos discutidos, o que favorece uma escrita que requer fundamentação de opiniões, através de argumentos (leitura e discussões de textos sobre o tema), que devem ser utilizados na escrita do texto com orientações conforme o gênero trabalhado.

O estudo da linguagem desenvolvido por Bakhtin orientou a organização desta pesquisa, bem como a contribuição de outros autores da linguagem. Realizados os estudos teóricos, a análise da produção dos textos permitiu elencar traços fundamentais ao estudo dos gêneros discursivos presentes nas produções textuais dos alunos — jovens e adultos reféns da desigualdade social — mediante tema estrategicamente selecionado para desencadear a reflexão crítica da realidade.

Por meio dos estudos bakhtinianos, percebemos que assumimos posições valorativas nas relações dialógicas do cotidiano. Ao analisar os enunciados concretos, é necessário considerar todo o contexto de produção, a proposta autoral apresentada e o sujeito-enunciador-produtor, qual seja, o aluno da EJA.

Espera-se a mudança de comportamento do aluno-autor num processo de melhoria ao se expressar na vida em sociedade. O aluno de 57 anos disse: “Eu entendi que foi uma ótima oportunidade de nos expressarmos, também andamos por caminhos nunca antes percorridos. Pela conversa tivemos as nossas opiniões colocadas de forma a sermos valorizados naquilo que queríamos para o nosso dia a dia.” Ele identifica no espaço da aula, a oportunidade de expressão e também de reconhecimento, ou seja, sente-se acolhido, com direito de voz. Os estudantes expressam, na materialidade linguística, tom e expressões de crítica social próprios ao tema abordado.

 

REFERÊNCIAS

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______. Problemas da Poética de Dostoiévski. 5 ed.  RJ : Forense Universitária, 2010.

______ ; VOLOCHÍNOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem. Problemas Fundamentais do Método Sociológico na Ciência da Linguagem. Tradução: Michel Lahud; Yara Frateschi Vieira. 16. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.

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THIOLLENT, Michel. Metodologia da Pesquisa-ação. Cortez, São Paulo, 1947.

VOLOCHÍNOV. Marxismo e filosofia da Linguagem. Tradução: Sheila Grillo; EkaterinaVólkova Américo. São Paulo: 34, 2017.

[1] Referimo-nos, aqui, ao discurso do outro e o discurso citado. (Bakhtin, 2015)

Crédito da imagem de destaque: Ana Maria Urquiza

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